Tinha uma pedra no meio do caminho.Quando pensamos estar certos vemos que nada mais faz sentido, pelo menos nao faz o sentido que nós gostaríamos que fizesse. Dúvidas, inconstância, opções e o principal: medo. Nos persegue, nos possui. Muitas vezes deixamos de fazer algo que deveríamos ter feito por conta do medo, ele atrapalha. Porém, muitas vezes deixamos de fazer algo que nos prejudicaria por conta dele novamente, ele ajuda. É como uma faca de dois gumes. O medo é como uma sombra está ao seu lado na maioria das vezes, quando abrangente esconde toda a luz, toda a solução. No claro é destruído por ela, ou se torna insignificante ao ponto de não intervir em absolutamente em nada. Mas a questão é: Normalmente quando ele esta presente não há luz, nem claridade. Não há ninguém que possa tirá-lo de nós, não há escapatória, não há outra saída ou alternativa. Tudo o que queremos é um guia, um caminho, mas quando nos damos conta estamos nele, exatamente no meio frente a frente com a pedra, como diria Fernando Pessoa. Necessitamos de motivação, força para simplesmente levantarmos a pedra e tirá-la do nosso caminho. A pedra é o medo. Precisamos enfrentá-la, mostrar a ela que o meio do nosso coração não é o seu lugar, demonstrar resistência, poder, domínio. Mas e a motivação? Onde procurá-la? Nesse momento de dúvida a pedra ganha força, torna-se esmagadora. É a hora em que nos desesperamos, que perdemos completamente o chão, o rumo do caminho. Tudo se fecha paredes ao nosso redor, escuridão. Estamos trancados, como em um túnel. E a tão esperada ‘’Luz do fim do túnel’’ deve vir de dentro de nós e a força para afastar a pedra também. Cada um com sua maneira diferente de encontrá-la, só não podemos nunca perder as esperanças de encontrá-la e deixar uma pedra ainda maior se formar no final do nosso túnel.
G.