É complicado viver esperando. Mais complicado ainda é entender o porquê dessa escolha. Acordar todos os dias pensando em um passado, reclamando do presente e lamentando o futuro, pela sua incerteza e pela certeza de que o passado não retornará. Esperar uma ligação, uma mensagem, um sinal, que com toda a certeza do mundo, não virá. Esperar as lágrimas diante de uma música, só esperar..elas não virão. Pelo simples fato da consciência, o coração quer um estímulo a mais, uma batida com motivação. Já a mente, cansou, não vê mais sentido e nem função. Depois de uns anos, sem querer colocamos a razão acima do coração, mesmo se sentirmos o maior arrependimento, saudade e aperto possível, temos noção da inutilidade de qualquer ação. Aqueles dias não voltarão, o arrependimento sempre acompanhará, o valor nunca será dado e ele, não retornará. Meus pêsames a mim, por tantos atos infantis e desnecessários. Por continuar sempre a procura de pelo menos uma sombra, um reflexo, aquele olhar. Espero um dia superar, esquecer e se possível apagar, dias maravilhosos, erros meus e uma existência, que progressivamente detona todas as esperanças e alegrias. Se isso acontecer, me sentirei mais leve, sem o peso do arrependimento, apagado, e mais feliz, por nunca ter amado e descoberto realmente o que é felicidade, por nunca sentir sua falta e saber a difrença de quando você está e quando não está aqui. M
Tinha uma pedra no meio do caminho.Quando pensamos estar certos vemos que nada mais faz sentido, pelo menos nao faz o sentido que nós gostaríamos que fizesse. Dúvidas, inconstância, opções e o principal: medo. Nos persegue, nos possui. Muitas vezes deixamos de fazer algo que deveríamos ter feito por conta do medo, ele atrapalha. Porém, muitas vezes deixamos de fazer algo que nos prejudicaria por conta dele novamente, ele ajuda. É como uma faca de dois gumes. O medo é como uma sombra está ao seu lado na maioria das vezes, quando abrangente esconde toda a luz, toda a solução. No claro é destruído por ela, ou se torna insignificante ao ponto de não intervir em absolutamente em nada. Mas a questão é: Normalmente quando ele esta presente não há luz, nem claridade. Não há ninguém que possa tirá-lo de nós, não há escapatória, não há outra saída ou alternativa. Tudo o que queremos é um guia, um caminho, mas quando nos damos conta estamos nele, exatamente no meio frente a frente com a pedra, como diria Fernando Pessoa. Necessitamos de motivação, força para simplesmente levantarmos a pedra e tirá-la do nosso caminho. A pedra é o medo. Precisamos enfrentá-la, mostrar a ela que o meio do nosso coração não é o seu lugar, demonstrar resistência, poder, domínio. Mas e a motivação? Onde procurá-la? Nesse momento de dúvida a pedra ganha força, torna-se esmagadora. É a hora em que nos desesperamos, que perdemos completamente o chão, o rumo do caminho. Tudo se fecha paredes ao nosso redor, escuridão. Estamos trancados, como em um túnel. E a tão esperada ‘’Luz do fim do túnel’’ deve vir de dentro de nós e a força para afastar a pedra também. Cada um com sua maneira diferente de encontrá-la, só não podemos nunca perder as esperanças de encontrá-la e deixar uma pedra ainda maior se formar no final do nosso túnel.
G.
É muita hipocrisia falar sobre a guerra no Rio de Janeiro como algo inesperado. Do modo precário como o sistema caminha, uma faísa é fogo suficiente para causar uma explosão. Já ouvi muitos falarem em matar, explodir ou detonar todos os moradores da favela, onde a massa dominante é feita, ainda, de trabalhores. Nem sempre honestos, mas trabalhadores, minoria valiosa que por enquanto não se rendeu ao tráfico. O mais doloroso é saber que a polícia fez e está fazendo o seu trabalho, invadindo favelas e tentando verdadeiramente diminuir o tráfico, idealizando seu fim. Com isso, enxergamos bem como o problema não se resume em uma só solução. Precisamos de várias. Almeja-se que com a melhoria progressiva da educação no país, tudo funcionasse melhor. Seguindo este raciocínio, pensamos: indiretamente proporcional a educação e ao conhecimento, está o uso de drogas. Quanto mais cultos, estudados, menor o uso? Deveria ser assim, mas não é. Sempre terá a minoria (ou a maioria) barulhenta, irresponsável e convenhamos, burra. Sempre terão os playboyzinhos e filhinhas de papai, geralmente muito bem educados, acendendo seu baseado, cheirando cocaina ou usando crack para dar uma corzinha a mais na sua vida pacata. Elimina-se a hipótese de acabar com os usuários. Temos presídios de segurança máxima, não temos? Por que não buscamos meios a fim de melhorar essa suposta qualidade máxima? Traficante solto, traficante preso. Vejo um sinônimo imenso entre as palavras. Dentro da cadeia comanda-se até melhor uma mafia, afinal, eles já estão gozando da máxima punição possível, o que mais pode lhes acontecer? Acho que direitos humanos tem limite, assim como o dinheiro público gasto para manter cada “traficantezinho” entre quatro paredes. Quatro paredes, essas sem limites, foram todos quebrados pelos habitantes que entre elas vivem, responsáveis cada dia mais pelo caos das drogas. Jogar dinheiro no lixo, estamos hospedando vagabundos de graça, sem benefício algum. Muitas falhas nos presídios e nenhum indício de solução. Como diz a Veja dessa semana, ladrões de galinha são colocados na mesma cela de criminosos perigosos. A famosa lei das influências, somos induzidos a ir na maré do meio onde vivemos. Com o policiamento reforçado nas favelas do Rio de Janeiro, os escravos dos chefões ficam sem saída, falta-lhes dinheiro. (E se não tivessem compradores? Esqueça. Sempre haverão, lembra?). A mandato dos poderosos, queimam ônibus, carros, fazem o terror. Queimam a esperança e fazem a fumaça de medo dos cariocas se propagar por todo o país. Alguns entendem a atitude dos vândalos, eu entendo. Muitos deles tem família para criar, uma responsabilidade nas costas. Outros nem isso tem, mas precisam comer, sobreviver ou sustentar um vício. São seres humanos. O tráfico lhes proporciona mais que qualquer emprego, como se tivesse emprego sobrando para ser procurado..Se os mandantes fossem devidamente isolados, mortos, exterminados, se as favelas continuassem sendo vigiadas, cada vez mais, 24 horas por dia por policiais descentes, se empregos fossem gerados e se você, caro maconheiro, colocasse a mão na consciência, fosse menos egoísta e parasse de fumar, o problema seria pelo menos em parte resolvido. E se explodissem tudo? Bom..inocêntes morreriam, o que não é nenhuma novidade para a sociedade. Inocêntes morrem todo dia e morrerão de um jeito ou de outro. Este inocênte pode ser você. Precisamos de no mínimo mil Capitães Nascimento, na vida real, para pensarmos em paz nesse país..
M.
Não sabemos por que amamos alguém, nem como começamos a amar, nem se deixaremos de amar.. Simplesmente não sabemos por que aquele olhar é único, aquele abraço é especial. Não temos nenhuma explicação que nos faça entender verdadeiramente PORQUE aquela pessoa, geralmente tão diferente de você.
Alguns dizem que o AMOR é infinito. Que pode se manter apagado, quieto, comportado.. mas sempre vai estar ali, implícito em um momento, um lugar, uma música, uma data. Felizes são aqueles que neste momento amam e são correspondidos, ou aqueles que nunca amaram. Depois de um amor, descobrimos a parte ruim da vida. A parte onde nada parece ter tanta graça, fazer tanto sentido, trazer tanta felicidade. Amamos os defeitos, o jeito de andar, a voz, o jeito de sorrir. Às vezes até não gostamos, mas por que amamos?! Ninguém pode completar este espaço que te falta. Mesmo sem perceber vivemos a procura de um genérico ou qualquer outra coisa parecida em outro alguém que possa preencher o espaço vazio. Será que um dia encontraremos? Será que um dia encontrarei? Não exatamente o genérico, mas preferencialmente outro original que possa completar devidamente a fenda aberta, trazendo felicidade e renovação. Continuo na minha busca incerta, até encontrar alguma resposta..
M.
Ontem me deu um aperto muito forte no coração. Do nada ele veio, completamente inesperado. Chegou Outubro, quase Novembro, e são nesses mêses que a saudade começa a apertar. Saudade das pessoas que apesar de ainda estarem ao nosso lado nos fazem sentir uma falta antecipada. Todo final de ano eu sofro dos mesmo sintomas. Sinto que perdi um ano, que mais um já se foi sem minha plena consciência. Conto os mêses passarem. Abril, Maio, Junho..quando paro de contar, é Dezembro, é Natal.
Se formos pensar seriamente sobre essa história de “ano” vamos perceber que é pura filosofia, pura enganação. A não ser pelo fato da Terra ter dado uma volta completa ao redor do Sol, o que mais devemos comemorar? A Terra dá uma volta ao redor do Sol todos os dias! Só depende do ponto de referência. Vamos voltar a exatamente 365 dias atrás, hoje faz um ano!
Pra mim, essa invenção de ano só nos trás dor de cabeça. Ficamos tristes, até melancólicos. Fazemos uma retrospectiva de pessoas e momentos do “ano” e sentimos saudades. Ao mesmo tempo, nos tornamos mais velhos, as vezes só nos números. Chegamos até a comparar um ano com o outro! Isso não existe. Anos melhores, anos piores. O que existe são fases boas e ruins. Uma matemática de dias não pode servir de base para uma comparação sensata. O tempo não para..então por que o divivimos?
Dividimos o tempo para nos renovar. Já parou pra pensar? 31 de Dezembro. Véspera de ano novo. Todos com muita expectativa de um “ano” melhor. Desejamos milhares de coisas boas aos amigos, parentes e até desconhecidos. Ficamos alegres e cheios de vida por termos superado “mais um ano” com saúde, se Deus quiser. Fazemos planos, voltamos a ter contato com quem não falávamos mais, ligamos para desejar um ótimo “novo começo”. Renovamos nossas esperanças. Somos idiotas, somos severamente manipulados por uma data!
Deviamos fazer isso todos os dias, afinal, todos os dias fazem “um ano”, todos os dias são um novo começo. Todos os dias temos a obrigação de agradecer, nos renovar, acreditar e confraternizar. “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.” Feliz ano novo!
M.
Sem duvida alguma um dos piores sentimentos. Quase sempre bate em nossa porta acompanhado da angústia, da expectativa e da raiva. Raiva por algo maravilhoso ter se transformado no pior. Vou falar sobre desilusão com alguém, com uma pessoa em especial. É tão bom saber que amamos, que depositamos nossa confiança, nos doamos e fazemos de tudo por alguém. Tão bom saber que as coisas acontecem como nós queremos, que tudo conspira a nosso favor. É bom receber atenção, carinho, amor. Tudo tão perfeito até que, como sempre a “casa cai”. Descobrimos defeitos inescrupulosos, atos que destroem o mundo perfeito que estava sendo formado em nossa mente. Essa pessoa erra conosco e erra feio. Por um momeno perdemos o chão, esquecemos onde estamos e quem realmente esta ao nosso lado. Desistimos daquele sentimento, o nosso perdao esta fora do alcance dessa pessoa. É nessa hora que a raiva entra em cena e vai ser provavelmente agora que cometeremos erros, agiremos por impulso, perderemos a razão. Nunca estamos preparados, sempre depositamos muitos dos nossos sentimentos em alguém e nos desiludimos completamente. Ninguem é perfeito, todos erram, mas vamos combinar que repitir o erro é burrice. Sentimos algo quente e úmido percorrendo nossa face, não nos controlamos, parece que tudo a acabou, que nada tem mais volta. Não é assim. Apesar dos pesares aquela pessoa não é a única, nós temos a quem recorrer, nunca estamos sozinhos. É hora de ser forte, lutar e enfim superar. G.
As coisas mudam, e muito. Muitos falam do progresso, da evolução. Pessoalmente eu só vejo regresso, involuçao. Pelo menos no quisito ‘ser humano’ é assim. Não me refiro à tecnologia, globalização, pois em um futuro próximo as mesmas irão se tornar irrelevantes. Quem nunca ouviu seus pais contando sobre a infância deles, seus avós começando uma frase com ‘na minha época’ ? É, eles sentem essa mudança. Mudanças na inocência, nas brincadeiras, no respeito, nos conceitos, nas musicas, na cultura, nos gostos, nas palavras. As vezes, apesar do conforto, do acesso de tudo o que temos hoje, eu sinto vontade de viver em outra época. Vontade de amar uma pessoa só e de se comprometer com ela, vontade de alcançar algo sem pisar em alguém, vontade de usar roupas bregas, passar o dia em arvores. Vontade de não saber o que é televisão, o que é computador, vontade de ser feliz sem o consumismo, sem a ganância. O mal e existiu antigamente sim, não digo que era tudo perfeito, mas não podemos negar que as coisas ruins estao ganhando espaço com o passar dos anos. Ganância, interesse. O mundo nós querendo ou não esta caindo na futilidade, no falso moralismo e na falsidade. Dizem que o que plantamos nós colhemos, acho que vai um pouco além. Quem vai colher serão as pessoas que nós mais seremos capazes de amar, nossos filhos. Eu simplesmente não sei o que fazer, não sei por onde começar, como muitos outros. Daqui pra frente dependeremos da nossa consciência e é bom agirmos para que isso não tome um rumo pior do que o que já vem tomando.
G.
Certas coisas nunca mudam. O tempo pode passar, as estações mudarem, o vento pode levar. Arrastar com toda a força o momento, impedindo que ele se torne eterno. Tempo, o nosso maior inimigo e melhor amigo. Há dias em que imploramos para o maldito tempo parar, congelar. Sonhamos por alguns segundos que ele atenderá nosso pedido. Quando acordamos, notamos que ele é traiçoeiro, tudo arrasta, tudo leva. Parceiro do tempo benigno, temos o vento, que bate a nossa porta em momentos ruins e sussurra: “tudo passa”. Eles trabalham juntos. O tempo nos ajuda a esquecer o que precisamos ou queremos esquecer, fortalecendo ao mesmo tempo as lembranças, dia a dia. O vento, mais esperto, só leva para longe, aquele passado tão querido ou odiado que se torna mais passado a cada dia. Passamos em lugares onde já estivemos antes, vemos fotos e ouvimos músicas só para sentir outra vez. Um abraço, uma risada, um beijo, um cheiro, um nervoso, uma adrenalina, um suspiro, um calor, um frio, uma lágrima. Aquela lágrima, nossa conhecida. Sempre acompanhada de uma impossibilidade: a de voltar atrás. Nem sempre por arrependimento ou com algum propósito de mudar, fazer algo diferente. Às vezes só para consolo, para ter certeza de que um dia se foi feliz. Para se certificar que seu coração já foi inundado de alegria e não se sabia. Por que fazemos isso? Sofremos com isso! Sabemos disso. Tudo fruto da nossa mente, escrava de momentos bons, que nos ordena tentar revive-los com medo de esquecê-los. Faça hoje aquilo que você se arrependeu de não ter feito ontem. Apesar da dor de uma perda ou qualquer outra falha no coração, siga em frente. Sinta-se lisonjeado por ter tido momentos como esses, pessoas como essas. Mesmo que não estejam mais na sua vida, mesmo que seja culpa sua, levante-se. Nunca se arrependa pelo o que parecia certo no momento ou por mera imaturidade: pessoas erram, pessoas crescem. E se tiver uma segunda chance..agarre-a.
M.
Nao é sempre que as coisas dao certo, nem sempre que as mesmas dao errado. As vezes algo errado aconteceu para que um bom viesse e cobrisse todos os prejuízos ou para que aprendessemos. Porque por mais que gostemos de aprender com os erros dos outros, devemos sentir um pouco na nossa pele, assim podemos ver o quao pior é. Tudo faz parte de um ciclo, quem sabe de um destino. Todos sabemos que quando as coisas começam a ficar boas demais algo ruim vai acontecer, e o contrário também. Ninguem vive com certeza, tudo pode ser subjetivo. Ninguém aguentaria viver com tudo dando certo, sentiríamos falta de uma barreira, de um obstáculo. Da mesma forma seria se tudo desse errado, pois precisaríamos de uma motivaçao, de uma certeza. A questao é que nada é constante, nao espere nada, nao coloque tanta expectativa nos outros e sim em voce. Espere algo de sí mesmo. Uma situaçao ruim é passageira, uma boa também. Por isso devemos aprender a nos desapegar de tais momentos, pois nao poderemos voltar atras. Viva o hoje, seize de day, carpe diem.
G.

É… por que? Porque sempre que tentamos concertar algo, acabamos fazendo com que aquilo cresça dentro de nós, acabamos tornando tudo tão difícil, tão complicado? As vezes aquilo era tao simples, as vezes esqueceríamos. Por que nos preocupamos tanto? Por que damos mais valor às outras coisas e pessoas do que à nós mesmos? Porque nos doamos e nos desgastamos e no fim de tudo vemos que nada valeu a pena? As vezes até valeu, mas será que cobriu todo o prejuízo que tivemos só em pensar naquilo? É, as coisas são complicadas porque nós fazemos questão de que elas sejam. Acredito que nós simplesmente gostamos da sensação, da angústia. Nao adianta falar que não. Quase sempre nos sentimos vazios quando não temos com o que ou com quem preocupar. A questão de se preocupar com alguém, é a pior de todas. Temos 6 bilhões de pessoas no mundo e na pior das hipóteses a pessoa com quem voce se preocupa naquele momento está pensando em tudo, menos em voce. Grandes não são os problemas, problemáticos somos nós, de fato.
G.